Veja quanto o seu dinheiro rende com valor inicial, aportes mensais e juros sobre juros. A taxa anual é convertida pela taxa equivalente.
| Ano | Investido acumulado | Juros acumulados | Saldo |
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Você informa quanto já tem para investir, quanto vai guardar por mês, a taxa de juros e o prazo. A calculadora soma os juros mês a mês sobre o saldo acumulado e mostra quanto o dinheiro vira no fim, quanto saiu do seu bolso e quanto veio dos juros.
A conta considera que cada aporte entra no fim do mês, que é o padrão das fórmulas de matemática financeira. Se você aporta no começo do mês, o resultado real fica um pouco maior.
Para um valor aplicado uma vez só, a fórmula é M = C × (1 + i)n. M é o montante final, C é o capital inicial, i é a taxa por período em decimal (1% vira 0,01) e n é o número de períodos.
Com aportes mensais, entra uma segunda parte, porque cada depósito também rende pelo tempo que fica aplicado: M = C × (1 + i)n + A × [(1 + i)n - 1] ÷ i, em que A é o valor do aporte mensal.
Começando com R$ 1.000 e guardando R$ 100 por mês durante 12 meses a 1% ao mês, você termina com R$ 2.395,08. Desse total, R$ 2.200,00 saíram do seu bolso e R$ 195,08 são juros.
Em um ano a diferença parece pequena. O efeito aparece com o tempo: os mesmos valores mantidos por 20 anos chegam a R$ 109.818,09, com R$ 25.000 investidos. Os juros passam a responder por mais de três quartos do saldo.
Dividir a taxa anual por 12 dá um número errado em juros compostos. O certo é usar a taxa equivalente: taxa mensal = (1 + taxa anual)1/12 - 1.
Na prática, 12% ao ano equivalem a cerca de 0,95% ao mês. No caminho contrário, 1% ao mês equivale a 12,68% ao ano. Ao escolher a opção ao ano no campo da taxa, a calculadora faz essa conversão sozinha.
Nos juros simples, a taxa incide só sobre o valor inicial, então o ganho é o mesmo todo mês. Nos compostos, os juros de cada mês entram no saldo e passam a render no mês seguinte. R$ 1.000 a 1% ao mês por 24 meses rendem R$ 240,00 nos juros simples e R$ 269,73 nos compostos.
O resultado é uma simulação com taxa fixa durante todo o prazo. Na vida real, a rentabilidade de CDB, Tesouro Direto e fundos acompanha a Selic, o CDI ou a inflação, e muda ao longo dos anos. A maioria dos investimentos também cobra imposto de renda sobre o rendimento, e alguns têm taxa de administração ou de custódia.
Use o número para comparar cenários: quanto muda o resultado com um aporte maior, um prazo mais longo ou uma taxa um pouco melhor. Para saber o retorno de um produto específico, consulte a taxa líquida informada pela instituição.
Depende da taxa e do prazo. A 1% ao mês, guardando R$ 100 todo mês durante 10 anos, você junta cerca de R$ 23 mil, sendo R$ 12 mil de aportes e o restante de juros. Quanto maior o prazo, maior a parte do saldo que vem dos juros, porque eles também passam a render.
Multiplique o saldo do mês anterior por 1 mais a taxa mensal em decimal e some o aporte do mês. Com R$ 1.000 a 1% ao mês e sem aportes, o primeiro mês termina com R$ 1.010,00 e o segundo com R$ 1.020,10. A tabela da calculadora mostra esse acúmulo ano a ano.
Não. Em juros compostos, dividir por 12 dá uma taxa mensal maior que a correta. O certo é usar a taxa equivalente: 1 mais a taxa anual, elevado a 1/12, menos 1. Assim, 12% ao ano viram cerca de 0,95% ao mês. A calculadora faz essa conversão quando você escolhe a opção ao ano.
Não. O valor final mostrado é bruto, sem imposto de renda, taxa de administração ou custódia. Na maioria das aplicações de renda fixa, o imposto incide só sobre os juros, no resgate, com alíquota que depende do prazo. Para comparar produtos, coloque no campo da taxa o rendimento líquido de cada um.
Nos juros simples, a taxa incide sempre sobre o valor inicial, e o rendimento é igual todo mês. Nos compostos, os juros entram no saldo e passam a render também. Em prazos curtos a diferença é pequena. Em vários anos ela fica grande, porque o saldo cresce em ritmo exponencial.